Como no supermercado na zona das farinhas temos agora muito mais oferta, pensei, o que se poderá fazer com a farinha de mandioca só para provar seu sabor.
Ingredientes:
• ½ Kg de feijão
• 1 cebola picada
• 2 dentes de alho amassados
• 250g de toicinho defumado
• 2 colheres de sopa de manteiga
• 2 xícaras de farinha de mandioca
• 4 ovos
• Sal a gosto
Modo de preparar:
Cozinhe o feijão com água. Depois escorra e reserve.
Corte toicinho em quadradinhos e frite até dourar. Retire da panela com uma escumadeira. Reserve1/3 da gordura que se criou com a fritura.Nesta gordura, frite a cebola e o alho por uns minutos e acrescente o feijão e sal a gosto. Frite por uns minutos,mexendo sempre, reserve.
Coloque a manteiga numa frigideira, frite os ovos e mexa. Quando fritos, acrescente a farinha de mandioca e frite,mexendo sempre até dourar. Misture o feijão. E sirva com o toicinho frito a acompanhar.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
- Sopa da beira (BeiraAlta)
Ingredientes:
• 6 folhas de couve galega;
• 1 molho de nabiças;
• 1 fatia de presunto ou 1 osso de presunto com carne agarrada;
• 2 colheres de sopa de azeite;
• 125 g de farinha de milho;
• sal, pimenta;
Preparação:
• 6 folhas de couve galega;
• 1 molho de nabiças;
• 1 fatia de presunto ou 1 osso de presunto com carne agarrada;
• 2 colheres de sopa de azeite;
• 125 g de farinha de milho;
• sal, pimenta;
Preparação:
Coze-se o presunto ou o osso em cerca de 2 litros de água.
Quando o presunto estiver cozido, retiram-se o osso, desfia-se a carne e juntam-se as hortaliças (previamente cortadas) e o azeite. Á parte desfaz-se a farinha de milho num pouco de água fria, que se junta ao caldo quando as hortaliças estiverem quase cozidas. Deixa-se a farinha cozer e engrossar e rectifica-se o sal.
- Esparregado de feijão verde ( BeiraAlta)
Ingredientes:
• 1 kg de feijão verde
• 1 dl de azeite
• 1 dente de alho
• 1 colher de sopa de farinha
• 1 colher de vinagre
• sal
Preparação:
Lava-se o feijão e corta-se "à maneira do caldo-verde". Aferventa-se em água temperada com sal (apenas numa ligeira cozedura). Escorre-se muito bem.
Ponha o azeite numa frigideira e refogue ligeiramente o dente de alho, sem alourar. Junta-se o feijão, dá-se-lhe uma volta e salpica-se com a farinha. Mexe-se de modo a espalhar a farinha homogeneamente e, depois do feijão bem cozido e apurado, rega-se com o vinagre.
• 1 kg de feijão verde
• 1 dl de azeite
• 1 dente de alho
• 1 colher de sopa de farinha
• 1 colher de vinagre
• sal
Preparação:
Lava-se o feijão e corta-se "à maneira do caldo-verde". Aferventa-se em água temperada com sal (apenas numa ligeira cozedura). Escorre-se muito bem.
Ponha o azeite numa frigideira e refogue ligeiramente o dente de alho, sem alourar. Junta-se o feijão, dá-se-lhe uma volta e salpica-se com a farinha. Mexe-se de modo a espalhar a farinha homogeneamente e, depois do feijão bem cozido e apurado, rega-se com o vinagre.
- Sopas de serrabulho ( BeiraLitoral)
Ingredientes:
• 2 litros de água
• 250 g de pao de trigo
• 1 ramo de salsa
• 1/4 folha de louro
• 1 dente de alho
• 500 g de lombo de porco
• 300 g de sangue de porco
• 100 g de fígado de porco
• 125 g de unto de porco
• 1 colher de sopa de vinho tinto
• sal, pimenta, colorau, cominhos e azeitonas.
Preparação:
• 2 litros de água
• 250 g de pao de trigo
• 1 ramo de salsa
• 1/4 folha de louro
• 1 dente de alho
• 500 g de lombo de porco
• 300 g de sangue de porco
• 100 g de fígado de porco
• 125 g de unto de porco
• 1 colher de sopa de vinho tinto
• sal, pimenta, colorau, cominhos e azeitonas.
Preparação:
Tempere a água com sal, o ramo de salsa, o louro, o alho e uma pitada de colorau e deixe ferver uns minutos. Coloque num tacho fatias finas de pao de trigo e adicione o sangue já cozido sobre este. Deite a água a ferver por cima e abafe. Introduza o unto em pedaços noutro tacho, acrescentando a carne cortada aos bocados; tempere com sal, cominhos, pimenta e o vinho. Salteie até ficar cozido. Deite esta mistura sobre o pão e leve de novo ao lume, mexendo bem até o pao ficar macio. Se o pão não absorver toda a água, escoe um pouco, de modo a que fique uma consistencia creme.
- Migas de couve (BeiraBaixa)
Ingredientes:
• 400 g de couve portuguesa
• 500 g de batatas
• 350 g de pão duro caseiro
• 1,5 dl de azeite
• sal
Preparação:
• 400 g de couve portuguesa
• 500 g de batatas
• 350 g de pão duro caseiro
• 1,5 dl de azeite
• sal
Preparação:
Cozem-se as batatas descascadas cortadas às rodelas, com cerca de 1 cm de espessura, e as couves cortadas como para o caldo verde, mas um pouco mais grosso. Corta-se o pão para uma tigela, às fatias finas e deitam-se as batatas, as couves cozidas e a água suficiente para embeber bem o pão. Tapa-se a tigela e deixa-se abeberar. Escorrer-se o excedente de água e rega-se com azeite. Mistura-se bem.
- Açorda de míscaros (Alentejo)
Ingredientes:
- 750g-1kg de Míscaros
- 4 dentes de alho
- 0,5dl de Azeite Virgem
- 500g de pão alentejano
- Coentros frescos
- Sal
Preparação:
Os míscaros estão sempre cheios de areias. Evite ao máximo o contacto do cogumelo com água. Comece por esfregá-los com uma esponja húmida para retirar a areia que adere ao chapéu e ao pé.
Depois, com o auxílio de uma faca bem afiada, raspe todo o cogumelo, retirando o material escuro e algo viscoso que o cobre.
Parta em pedaços grandes e salteie em azeite com os alhos.
Retire os cogumelos salteados e reserve.
No azeite onde os salteou e que ficou com o líquído dos fungos, introduza o pão bem molhado e mexa ao lume até obter uma açorda lisa e brilhante, sem vestígios de côdeas, sinal de açorda feita.
Reintroduza então os míscaros, junte coentros picados, envolva bem e sirva.
- Alcachofra
É vê-las a definhar ao abandono nas prateleiras dos hipermercados, que as vão tendo à venda mais por uma questão de aparência de requinte na oferta que por razões comerciais, tão baixa é a procura de alcachofras pelo público português.
Já os nossos vizinhos espanhóis, consomem-nas em grande quantidade; sorte a deles que a alcachofra é uma flor de excepcional delicadeza gastronómica e que, entre outras aplicações culinárias, constitui uma entrada magnífica.
Ingredientes:
-2 ou 3 alcachofras por pessoa
- Sal
- Sumo de limão
Preparação:
Dê um primeiro corte a uns dois dedos do topo da flor e espreite pelo buraco que se forma. Este exame destina-se a ver em que ponto estão 3 ou 4 folhas novas e ainda retorcidas, às vezes rosadas, lá no meio. O limite superior destas folhas determina a posição em que deve ser dado o corte definitivo das folhas, deste lado.
Separe também o pé (há quem defenda que se deve arrancar e não cortar. Eu já danifiquei várias vezes o precioso "coração" com esta técnica e prefiro usar a faca para fazer o corte).
Arranque então as folhas exteriores até que só existam folhas claras; normalmente ficam 3-4 "capas" destas folhas antes das tais novas e retorcidas do meio.
A partir daqui, é importante que vá molhando a alcachofra em sumo de limão para que não escureça. Eu espremo um limão para uma chávena e vou deitando sobre a alcachofra e recolhendo num prato colocado por baixo, usando sempre e repetidamente o mesmo sumo de limão.
Apare então a base da alcachofra.
É um descascar superficial que se destina a eliminar os restos das folhas que arrancou. Cuidado! Se for muito fundo estará a deitar fora o precioso "coração" que é o melhor de uma alcachofra.
Dê então um novo corte, desta vez só superficial, a cerca de metade da altura das folhas, deixando intactas as folhas novas interiores.
Fica assim o aspecto e estão prontas para cozer em água e sal. Mergulhe-as bem na água a ferver, de modo a que o ar saia do interior e a alcachofra não flutue fora da água de cozedura, o que a escureceria. Pode pôr na água o resto do sumo de limão, para ajudar.
A cozedura está pronta em 12 minutos.
É provável que algumas folhas se tenham destacado e estejam soltas na água. É normal. Se estiver a comê-las numa refeição normal, aproveite-as. Ser a ocasião for especial, rejeite-as e ponha só a alcachofra no prato.
Pode temperar com manteiga, limão, vinagre balsâmico, maionaise, aioli, etc. No prato é usual destacar-se o coração pela linha que se forma na cozedura. Há quem rejeite os estames embrionários que começam a formar-se sobre o "coração". Pessoalmente acho-os riquíssimos de sabor e dão uma textura delicada ao conjunto.
- Polenta de couve e broa de milho
Ingredientes (2 pessoas):
250g de perna de porco
50g de toucinho magro
Vinagre
1dl de vinho branco
3 dentes de alho
Sal, pimenta, louro e colorau
0,5dl de Azeite
Folhas de couve Portuguesa
0,75l de água
5 colheres de sopa bem cheias de farinha grossa de milho
Preparação:
250g de perna de porco
50g de toucinho magro
Vinagre
1dl de vinho branco
3 dentes de alho
Sal, pimenta, louro e colorau
0,5dl de Azeite
Folhas de couve Portuguesa
0,75l de água
5 colheres de sopa bem cheias de farinha grossa de milho
Preparação:
Parta a carne e o toucinho em pedaços pequenos e deixe-os, se possível de véspera, em vinha de alhos com os temperos, o vinho e um golpe de vinagre.
Escalde as folhas de couve por 5 minutos em água a ferver, retire-as e migue-as grosso. Reserve.
Frite as carnes e o líquido em que marinaram, em azeite, juntando-lhes as couves migadas quando a carne estiver já frita.
Salteie a couve junto com o porco até a couve estar cozida mas não a desfazer-se. Reserve.
Desfaça a farinha de milho na água com sal, fria, desfazendo com a colher de pau qualquer grumo que se forme (quanto mais fina for a farinha mais grumos se formam) e leve ao lume forte, mexendo para não agarrar.
Quando começar a ferver, baixe o lume para mínimo e deixe cozer durante 1 hora*, mexendo sempre a intervalos curtos, com cuidado pois à medida que vai cozendo e engrossando, vai fazendo umas bolhas que, por vezes, salpicam quente.
Ao fim da hora, junte a couve, a carne e o molho que formaram, envolva bem e deixe mais 15 minutos ao lume para misturar bem os sabores. Sirva logo.
Nota:
* Enquanto para as farinhas em geral, conta-se com 3-5 minutos de cozedura, a farinha de milho (como a de mandioca), precisa mesmo de ser cozida durante 1 hora, seja ela fina ou grossa. Só ao fim deste tempo a sabor "abre" em pleno e perde o toque a cru. Na farinha grossa, como neste caso, o ideal é deixar cozer até um pouco mais tempo do que indiquei na receita.
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